O que faz o Piauí continuar como o menos evangelizado da Federação?

O que faz o Piauí continuar como o menos evangelizado da Federação?

Segundo o censo de 2010, tem 9,7% de evangélicos no Estado.

 

Um catolicismo forte, ainda que por pura tradição; temos a terceira maior romaria do Nordeste (Santa Cruz dos Milagres) e fazemos limite com a segunda maior, que é Juazeiro; esta parece ter mais influência no Piauí, pois das cidades que tem acima de 90% de católicos, a maioria está na região limítrofe a Juazeiro. A pregação no Piauí termina sendo mais difícil pelo forte apego às tradições de nosso povo, fato testemunhado também por irmãos de outros estados que já vieram pregar o evangelho aqui.

 

Uma grande faixa de zona rural (somos o segundo Estado com mais população rural do Brasil); para se ter ideia, se seguíssemos o critério da ONU de considerar como urbano somente os aglomerados com mais de 20 mil habitantes, o Piauí teria somente 14 cidades: Teresina, Parnaíba, Picos, Floriano, Piripiri, Campo Maior, Altos, Esperantina, Pedro II, Barras, Oeiras, José de Freitas, São Raimundo Nonato e União. Outra evidência da grande faixa de zona rural está no fato de termos municípios que tem menos da metade da população na zona urbana: Miguel Alves (67% rural), União (51% da população rural), Barras (52% rural), Luiz Correia (55% rural) e Cocal (59% rural). De modo geral, 34% da população piauiense residem na zona rural, um número bem acima da média nacional que é somente de 16% (São Paulo tem 96% de zona urbana, Rio de Janeiro 97%, por exemplo).

Nossas ações na zona rural ainda são poucas.

 

Muitas cidades sem a presença batista, o que significa menos evangélicos pregando a Palavra. Em Teresina, onde há 111 templos batistas (uma média de um templo batista para cada 7,6 mil habitantes) e diversas outras denominações, a taxa de evangélicos é de 13,5%; em Parnaíba, 14%. Outra evidência da importância de termos mais igrejas e das mais variadas denominações bíblicas, são as cidades onde a população cresceu mais que o número de evangélicos; este fenômeno aconteceu, segundo o Censo de 2010, em 14 cidades; destas 14, 10 eram cidades sem a presença batista na época.

É neste sentido que Deus tem levantado sua igreja a trabalhar mais; na CBPI, desde 2003 há planos para alcançar as cidades pioneiras e, de lá pra cá, pelo menos 54 novas cidades foram alcançadas. Desde 2010, os recursos de Missões Estaduais têm sido aplicados prioritariamente neste sentido.

 

Igrejas pequenas. Para se ter ideia, os batistas piauienses são cerca de somente 1% da população das cidades e bairros atendidos por igrejas da CBPI, e 54 tem menos de 100 membros. Não parece ser somente problema de terreno árido ou de pouca semeadura, mas de visão equivocada também, que termina não priorizando o crescimento.

E igrejas pequenas terminam acreditando que não podem se multiplicar, deixando de alcançar as cidades e a zona rural da região onde estão inseridas.

 

A falta de ações consistentes voltadas para crianças e jovens. Segundo o censo de 2010, 67% da população tem menos de 35 anos; especificamente na faixa de até 14 anos, são 27% da população. Não há como negar que somos o Estado de jovens e de crianças, e não há nenhum plano concreto em andamento para atender estas faixas etárias.

 

Muitos avanços têm sido vistos nos últimos anos e em 2013 veremos mais, pois batistas do Brasil e do Piauí estarão juntos para TRANSformar este Estado para a glória de Deus.

Junte-se a nós, e seja LUZ.